domingo, 27 de novembro de 2011

Metaficção (Arthur Labaki)

De dentro da ficção
a vida me olhava
com olhos de solidão
de onde choviam lágrimas.
Pensei em voltar à realidade
quando a chuva
molhava meu coração

Lembrança (por Larissa Vieira e Felipe Medina)


Aquela espera era como fogo em meu íntimo.
Olhava para o relógio
E num átimo para aquele
buraco na parede: a porta.
Um apagão.
Cabeça cansada
Mente turva como água
E tudo pareciam vultos
O vento vem da estrada lá fora.
Eu, com uma caneta, desenho meu futuro

#apoesiaprevalece

Creio ser do conhecimento de todos que vez ou outra entram  nesse blog o fato de que sou professor de língua portuguesa e mestrando em literatura. Com isso, não seria de se estranhar que na escola onde eu trabalho eu desse alguma atividade aos alunos que os estimulasse a criação literária. Pois bem, de fato o fiz e, durante algum tempo, publicarei aqui os textos que meus alunos produziram e que eu, no máximo, ajudei a melhorar, no sentido de sugestões de efeitos de sentido, metáforas, gramática, títulos e etc. Dessa vez, quem teve o prazer de falar com Jaílson não foi apenas eu, mas eles. Começo, então, as postagens com um poema de Scarlatt e Lauana:


Tempo fosse borracha (Por Scarlatt e Lauana)
O sol já bateu na janela
de novembro; o relógio para.
De uma cadeira se estendeu,
a água caiu, conforme a agulha
atravessava o tecido. Silêncio
toma conta do lugar.
Como fosse borracha,
apaga o que não pode.
Fica a solidão deixada.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Retorno

Vago espaço, denso, oculto
este fosco lugar em que me encontro.
Retorno ao de meu pai o velho túmulo
Volto a mim neste posto tão escuro.

E a vista de um vulto que me olha
Longe, ouço eu um som - murmúrio
Sua voz - um velho canto que ressoa
E agora como ele eu também durmo.